segunda-feira, 9 de maio de 2016

Formação do Vale do Pati - Chapada Diamantina

Há 650 milhões de anos forças das profundezas da Terra fizeram com que placas tectônicas se chocassem, comprimindo a região, dobrando e quebrando as rochas, as quais foram soerguidas a mais de 2.000 metros de altitude, criando a Serra do Espinhaço.

Ao longo do tempo, o sol, o vento e a chuva escavaram as rochas dessa nova serra. A água infiltrou-se pelas fendas, formando cânions e vales, esculpindo o relevo que lentamente foi tomando forma, até chegar na Chapada Diamantina que vemos hoje.

E as coisas não param por aí, o tempo nunca para de passar e as mudanças são constantes. Pedras continuam a cair dos paredões rochosos. Diariamente o rio escava seu leito, e cada dia é sempre diferente do outro. “A alteração pertence unicamente ao tempo, e neste somente, e por si, nada permanece.” Schopenhauer (1788-1860).
“O tempo é ventre fecundo, onde tudo é gerado, se o tempo fosse parado, nada existia no mundo...” Mestre Siba.
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terça-feira, 29 de março de 2016

Evolução Geológica da Chapada Diamantina

Entender a história geológica é conhecer a história da formação das rochas e das serras, é investigar o passado do planeta Terra para tentar entender o presente, “o vir a ser o que se é”, de Nietzsche.
Por exemplo, a história geológica do Morrão refere-se aos acontecimentos ao longo do tempo que o fizeram ser como é, ele não surgiu de repente, do nada. Assim como nós, as serras têm uma história.

A chuva, o sol e o vento desgastam as rochas diariamente, de tempos em tempos pedras desabam do paredão, deixando-o menor. Saiba mais sobre a história geológica da Chapada Diamantina em www.caminhosdobrasil.net


segunda-feira, 21 de março de 2016

As Tribos que Habitaram a Chapada Diamantina

A Chapada Diamantina já foi habitada por diversas tribos indígenas, registros arqueológicos e documentos históricos apontam que a Chapada Diamantina foi ocupada por diferentes grupos étnicos, como os Payayá, Maracá, Topim, Tapuia e Botocudo.

Os primeiros bandeirantes a chegarem na região eram atacados violentamente pelas tribos locais, que em sua maioria eram formadas por grandes guerreiros.

Em 1585 Cardim (APUD Brandão, 2006), conta que os Aimorés ocupavam mais de 400km de costa, e para o sertão, quanto querem e são senhores de matos selvagens, não tem roça, vivem de rapina e pela ponta da flecha, comem mandioca crua e correm muito, usam de arcos muito grandes e trazem paus muito grossos, para quebrarem a cabeça dos inimigos. Quando vem a peleja, estão escondidos debaixo das folhas, não saem nem cruzam a água, nem usam de embarcações, toda sua vivenda é do mato.


Fernando Guerreiro os definiu como “é a mais fera e cruel que há em todo o Brasil (...). Nunca andam juntos senão poucos, e, sem serem vistos, cercam a gente e a matam, e com tanta ligeireza se tornam a recolher e meter pelo mato como se fossem cabras silvestres, correndo muitas vezes pelos pés e as mãos, com o arco sobre as costas (...) nunca pelejam em esquadrão feito, nem em campo descoberto, senão com ciladas e assaltos repentinos, por detrás das moitas e árvores, sem os homens os poderem ver, senão quando se sentem flechados...”


sexta-feira, 18 de março de 2016

Cavernas Calcárias e a Pré-História na Chapada Diamantina - Bahia

As cavernas calcárias tiveram importância fundamental na pré-história da Bahia. Nelas, diferentes grupos humanos, em diferentes períodos, procuraram abrigo, utilizando-as para proteção e deixando registradas milhares de pinturas rupestres.
Essas cavernas também serviram de refúgio para a mega fauna que aqui habitou há mais 7.000 anos, como as Preguiças Gigantes e os Tigres Dente de Sabre.
Costa (2012), expressa bem o sentimento ao observar pinturas rupestres: “Embora não possamos compreender o que as representações rupestres significaram, não temos dúvidas de que estamos diante de documentos que expressam o que os diferentes grupos humanos acharam, entenderem, sentiram e materializaram. Estamos diante de expressões acerca das suas emoções, dos conflitos, dos desejos, dos credos, dos medos.”
Em muitos sítios arqueológicos foram encontrados vestígios de fogueiras, adornos lâminas de machados, pilão de mão, anzóis, contas de osso para colares, coquinhos queimados, ossos de veados, tatus, pequenos roedores e aves.

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